26 jun 2020 - 15:41

SEM FILTRO

Natalie Smith | Fotos: Divulgação

Batemos um papo com a atriz e escritora Natalie Smith, uma verdadeira rainha das redes sociais, que protagoniza uma websérie no Youtube de grande alcance. Confira agora!

PG – Hiperativa do jeito que você é, como faz para conciliar a carreira de atriz e escritora?
NATALIE – Escrever se tornou uma necessidade, desde os roteiros até poesias e textos soltos, foi uma das formas que encontrei para me expressar da forma mais honesta com os meus sentimentos, e eles são muitos. Eu medito e pratico bastante atividade física para tentar conter um pouco da hiperatividade e aumentar minha concentração, sou dispersa e tenho mania de fazer muitas coisas ao mesmo tempo, leio enquanto assisto jornal ou ouço música e palestras. Sempre antes de gravar alguma cena ou entrar no palco, consigo me concentrar e estar presente naquilo que estou fazendo, mas isso exército todos os dias meu poder de concentração.

PG – Ser estrela de uma websérie de sucesso feito “The Stripper” deve dar um trabalho daqueles. Conta um pouco da sua personagem e da história do seriado? Podemos esperar uma nova temporada em 2021?
NATALIE – Tudo que mais queremos é uma nova temporada, mas existem muitos fatores envolvidos e acredito que futuramente eles serão resolvidos. A ‘Karla Camila’ foi minha maior realização como atriz, ela começa na fase ainda adolescente, depois na fase adulta é secretária durante o dia e stripper a noite, que inclusive fala espanhol, então além do pole dance, eu precisava falar e pensar em espanhol, é muito difícil pensar em outra língua quando não é sua originária, e foi uma ideia que me surgiu pouco antes de começarmos a gravar as cenas como Karla (Stripper). A história gira em torno da minha personagem com a chefe dela, elas acabam se envolvendo na boate, mas a chefe não sabe que na verdade está se relacionando com a secretária, pois na boate quando ela dança ela usa uma máscara, e no escritório óculos, sem contar o idioma, postura e jeito que são completamente distintos.

PG – O teatro é uma das artes cênicas mais bonitas e antigas do mundo. Fazer parte dele deve ser incrível. Você já protagonizou alguma peça ou participou de muitas?
NATALIE – A primeira peça que protagonizei foi ‘A Noiva Cadáver’, onde também produzi e escrevi o roteiro, eu era bem nova e era musical, foi lindo. No ano passado fiquei em cartaz com ‘Hamlet Candidato’ no Sesc Copacabana, minha personagem era Ofélia/ Lúcia, e misturava a história de Shakespeare com os dias atuais, eu sou completamente apaixonada pelos palcos e, neste momento, o que mais sinto falta é poder estar perto nele, com o público, contando histórias, levando algum tipo de mensagem, é claro que minhas peças preferidas são as que fazem críticas políticas e sociais.

PG – O mundo está sombrio, o Brasil um caos, mas a arte tem curado muito as pessoas. Fazer parte desse mundo te ajuda a saber que deixa as pessoas mais felizes nessa quarentena?
NATALIE – A arte sempre me salvou, e acredito que só ela tem essa capacidade, minha vida sempre foi regida pelo meu trabalho, por teatro, música, poesia, textos, é onde me encontro, é preciso estar em constante movimento artístico para me manter sã, e sei que de alguma forma isso inspira e motiva as pessoas a estarem bem. Nesse momento acho fundamental que eu apoie e esteja ao lado de pessoas que precisam de mim, procuro ser a mais verdadeira e transparente com meu público para que eles saibam que é natural não estar bem em todos os momentos.

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