
A psicóloga Clarissa Pinto, nossa colaboradora semanal, trouxe mais um tema super importante pra gente.
Você conhece a Distimia? Você sabe quando o mau humor é sinal de alerta?
“DISTIMIA” é uma palavra grega que significa “mau humor”. Durante muito tempo foi associada a pessoas mal-humoradas e irritadiças, essas que dizemos que têm uma personalidade difícil de conviver. A Distimia é um tipo de depressão, ou seja, é um transtorno que afeta o nosso humor e a nossa vitalidade. A diferença entre ela e a depressão é que os sintomas são menos intensos, porém duram mais tempo.
A pessoa com Distimia pode perder o interesse nas atividades diárias normais, se sentir sem esperança, ter baixa produtividade, baixa autoestima e um sentimento geral de inadequação, elas são consideradas excessivamente críticas, estão constantemente reclamando e são incapazes de se divertir.
Esse transtorno não tem uma causa específica, podendo ter causas semelhantes a depressão tradicional, incluindo, por exemplo: as pessoas podem apresentar mudanças físicas em seus cérebros, sendo mais comum aparecer em pessoas com grau sanguíneo de parentesco (quando já tem pessoas na família que manifestam o quadro) ou em situações da vida que são difíceis de lidar, como a perda de um ente querido, problemas financeiros ou um alto nível de estresse.
O principal sintoma da distimia é a irritabilidade, mas existem outros: Mau humor, baixa autoestima, desânimo e tristeza, predominância de pensamentos negativos, alterações do apetite e do sono, falta de energia para agir, tendência ao uso de drogas lícitas, ilícitas e de tranquilizantes.
Muitas vezes o que dificulta o diagnóstico é que as pessoas acham que o mau humor, a falta de prazer e interesse pelas coisas e a tristeza fazem parte de sua personalidade e do seu jeito de ver o mundo e quase nunca procuram ajuda. No entanto, o ser humano não consegue suportar tantos sentimentos ruins durante tanto tempo e é aí que a doença chega.
O diagnóstico é feito por profissionais da área de saúde mental (psicólogos e psiquiatras) com o tratamento medicamentoso e psicoterápico, uma vez que na terapia a pessoa aprende a reestruturar sua forma de pensar e de ver o mundo. A psicoterapia pode ajudá-la a aprender sobre a sua condição e seu humor, sentimentos, pensamentos e comportamentos. Usando as ideias e conhecimentos que você adquire na psicoterapia, é possível aprender habilidades de enfrentamento saudáveis e gestão de estresse, pode ajudá-la a aprender a tomar decisões, reduzir padrões de comportamento autodestrutivo, como a negatividade, a desesperança e a falta de assertividade, melhorar a sua capacidade de funcionar em situações sociais e interpessoais de trabalho.
Clarissa Pinto
Psicóloga- CRP 13/3547


