
Nossa colaboradora Clarissa Pinto traz o tema “Que tal abrir mão do controle?” em sua coluna semanal. Confira abaixo!
Que tal abrir mão do controle?
As pessoas que apresentam a necessidade de ficar de olho em tudo, que acreditam que só o seu modo de executar as tarefas e que as suas visões são as corretas, provocam muitos conflitos, consequentemente, ocasionam o afastamento das pessoas e formam inimizades.
Por outro lado, podemos verificar que os momentos imprevisíveis nos ajudam a crescer e a apreender as opiniões de outras pessoas desenvolvendo assim resiliência, flexibilidade e criatividade.
Ter metas a serem alcançadas é importante, buscá-las através de comportamentos apropriados e flexíveis geram prazer e bem estar,diferentemente do comportamento disfuncional, nos quais existe ansiedade, padrões extremamente altos, inflexibilidade e muita frustração.
O perfeccionismo em excesso (neurótico) gera padrões excessivamente elevados,podendo desenvolver perturbações psicológicas, como por exemplo, a depressão, a insônia, a ansiedade e distúrbios alimentares dentre outros. Outro comportamento é a insegurança, que é geralmente o medo exagerado ao erro que está ligado a algumas crenças irracionais construídas pela pessoa.
A necessidade de controlar o tempo todo pode estar ligado tanto à sua insegurança quanto a que você tem nos outros. Esse medo do outro falhar ou certeza de que ele vai falhar é outra crença irracional.
A partir dessa realidade podemos verificar que o controlador passa mais tempo buscando dominar o ambiente e as pessoas a sua volta do que cuidando de si mesmo. Nem o corpo nem a mente aguentam tamanha pressão autoimposta dia após dia.
Não é possível controlar os acontecimentos, muito menos as pessoas. Cada indivíduo tem a sua própria construção, sentimentos, propósitos e vida. Para acabar com a necessidade de controlar é preciso entendê-la primeiro.
Clarissa Pinto
Psicóloga – Crp13/3546


