
Somos analfabetos emocionais!?
O conceito de analfabetismo emocional foi criado na década de 1970, pelo psicoterapeuta Claude Steiner. As pessoas analfabetas são as que não têm o sentido de frustração desenvolvido, sem capacidade de flexibilizar os pensamentos, não aceitam os fatos se não tiverem garantias de que não vão sofrer, não aceitam não e são reagentes quando contrariadas. Enfim, diversas vezes elas distorcem as situações e criam expectativas sobre a vida e assim, negam outras possibilidades.
Muitas vezes elas não conhecem as próprias emoções e, por isso, têm dificuldades para compreender o porquê do sentimento e não conseguem identificá-los. Desse modo, negam, constantemente, o que estão sentindo,contribui a uma dificuldade de reconhecimento e mudança. Nessa impossibilidade, ocorre a dificuldade de administrar as emoções gerando, assim, vários males sociais, a saber: o uso da violência, o abuso de substâncias, os relacionamentos disfuncionais, favorecendo, também, o aparecimento de inquietações e como forma de aplacar o mal estar, buscamos alívio através de comportamentos compensatórios.
Como alguém se torna analfabeto emocional? Provavelmente, porque aconteceram situações adversas no decorrer da vida dessa pessoa que a deixaram rígida, com a mente e a personalidade estagnadas.
É importante que cada um de nós mergulhe dentro de si, pois o autoconhecimento possibilita o reconhecimento e a compreensão das nossas emoções e como elas afetam nosso dia a dia. O aprendizado emocional oportuniza o respeito a si e ao outro, encontrando formas de canalizar as emoções de maneira saudável.
Clarissa Pinto
Psicóloga- CRP13/3546
