
Você consegue ser paciente?
A palavra paciência deriva do latim “patiens”, ou seja: O que padece, implica sofrimento: O da espera e o da esperança… ou do desespero.
O fato de vivermos em tempos de respostas imediatas e estímulos que nos bombardeiam a todo instante, precisamos nos cuidar para não confundir nossa mente e coração. Existe uma urgência de saber e conhecer e sofremos, na tentativa de evitar essa dor é o que nos faz seres impacientes. Vivemos com a expectativa de realizar aquilo que a sociedade espera de nós e não nas nossas reais necessidades o que resulta em frustração.
Estamos nos acostumando ao imediatismo, evitando a espera.
Nesse sentido, um dos segredos da paciência é o hábito. Não nascemos pacientes e é através da prática que pouco a pouco vamos aprendendo que, ainda que demore, conseguiremos alcançar o objetivo almejado. Além disso, quanto mais necessitamos manter o controle sobre as coisas e momentos de forma inflexível mais impacientes nos tornamos, a paciência tem de ser treinada.
O compromisso existe, uma vez que se tem clara as possíveis dificuldades até o objetivo desejado, favorecendo assim, a esperança. O impaciente considera que o objetivo é a meta, quando na verdade, é ponto de partida. A paciência é protetora, pois não fica frustrada diante da eventualidade do imediato, ela nos permite passar por situações adversas sem fraquejar, é força, pois é paciente. Mas precisamos treiná-la.
Recapacitar, reorganizar – tanto os tempos como as prioridades – refletir. Que tal parar e observar por um tempo as coisas que podem esperar e saborear o prazer da espera minimizando o sofrimento?
Clarissa Pinto
Psicologa – CRP13/3546
