
Preocupação é imaginação?
A preocupação faz parte da humanidade há séculos, pois é ela que permite prever, planejar e lidar com as adversidades da vida, que, até certo certo nível, é normal e esperada, nos ajudando, assim, na escolha do nosso futuro. No entanto, contestar a preocupação é uma tentativa de evitar vivenciar momentos ruins e potencializar problemas relacionados a saúde mental.
O quanto a preocupação é enaltecida?
A Preocupação é valorizada, hodiernamente, pois, uma pessoa preocupada é considerada consciente, sensível e responsável, o que faz com que, muitas vezes, ela alimente pensamentos disfuncionais.
Nos preocupamos com imensuráveis ações, algumas que não têm possibilidade de acontecer e, se ocorrem, é pelo simples fato de estarmos tensos em relação a determinado acontecimento. Logo, tem-se uma maior dificuldade na busca pela solução do problema. Diante dessa realidade, a pessoa perde o foco, estressa-se e fica cansada.
E quando a preocupação é útil? Quando esse foco está voltado para decisões da vida. Conforme os filósofos estoicos, a única coisa que se tem controle é sobre o pensamento e as ações.
Partindo dessa afirmativa, podemos nos perguntar:
Como lidar com a preocupação? Tirando um momento do dia para refletir. Lide e aceite a incerteza, faça a diferença entre pensamento e realidade, reconheça como sua personalidade contribui para o problema, avalie suas ideias a respeito do fracasso.
Por fim, como você lida com suas emoções? As emoções são temporárias, elas não são você, elas vêm, ficam por pouco tempo e vão embora. Cuidado para não deixar as emoções predominarem em detrimento da razão, uma vez que se preocupar em excesso começa a causar prejuízos sociais, familiares e profissionais, nesse momento, pode ser a hora de procurar ajuda por meio da psicoterapia.
Clarissa Pinto – CRP13/3546


