
O ministro do STF André Mendonça decidiu deixar a sociedade do Instituto Iter em meio à repercussão de questionamentos envolvendo contratos públicos. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 3, pela jornalista Mônica Bergamo.
Mendonça e sua esposa, Janei Mendonça, cederam todas as cotas que possuíam na instituição, sem receber qualquer valor. O Iter deverá ser transformado em uma entidade sem fins lucrativos, voltada a ações sociais e educativas.
A saída ocorre após questionamentos sobre contratos firmados pelo Instituto com órgãos públicos. Reportagem da Revista Fórum apontou faturamento de mais de R$ 10,8 milhões em 2025 e afirmou que 98,2% dos contratos foram firmados sem licitação.
Mendonça contesta os números e afirma que nunca teve lucro com o Iter. Segundo o ministro, a decisão de deixar a sociedade busca evitar “ruídos”.


